O que são as 41 atividades da vida analisadas na aposentadoria PCD?

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Idoso varrendo a calçada em uma atividade do dia a dia
Foto: Pexels

A avaliação da aposentadoria da pessoa com deficiência considera 41 atividades da vida, organizadas em sete domínios. O objetivo não é saber só qual doença a pessoa tem, mas como ela vive no dia a dia e quais barreiras atrapalham a sua independência. Por isso, duas pessoas com a mesma doença podem receber avaliações diferentes.

Por que a avaliação vai além do diagnóstico?

Muita gente chega à avaliação imaginando que o mais importante será mostrar exames, entregar um atestado e explicar qual doença possui.

A documentação médica é fundamental. Mas a avaliação vai muito além do diagnóstico.

O objetivo é entender como a pessoa funciona no cotidiano e quais barreiras interferem na sua independência.

Quais são os sete domínios da avaliação?

As 41 atividades ficam distribuídas em sete domínios da vida:

  • questões sensoriais;
  • comunicação;
  • mobilidade;
  • cuidados pessoais;
  • vida doméstica;
  • educação, trabalho e vida econômica;
  • socialização e participação na comunidade.

O que isso significa na prática?

Significa observar situações que fazem parte da rotina. Entre os exemplos que podem ser considerados estão:

  • enxergar e ouvir;
  • conversar e compreender informações;
  • caminhar e mudar a posição do corpo;
  • utilizar transporte;
  • alimentar-se e vestir-se;
  • cuidar da própria saúde;
  • preparar refeições e realizar tarefas domésticas;
  • estudar e trabalhar;
  • administrar a vida econômica;
  • relacionar-se com outras pessoas e participar da comunidade.

Duas pessoas com a mesma doença podem ter avaliações diferentes?

Podem. Uma hérnia de disco, uma artrose, uma perda auditiva ou uma sequela de acidente não determina sozinha o grau da deficiência. É preciso avaliar a repercussão daquela condição ao longo da vida.

Preciso depender dos outros para tudo?

Não. Ser dependente para tudo não é o que se procura.

Imagine uma pessoa que continua trabalhando todos os dias. Ela ainda pode ter dificuldade para caminhar, subir escadas, carregar objetos ou ficar muito tempo na mesma posição. Pode precisar de adaptações ou gastar muito mais tempo para fazer o que outras pessoas fazem sem dificuldade.

Tudo isso pode ser relevante na avaliação.

Por que importa saber desde quando as limitações existem?

Na aposentadoria PCD, definir a data de início da deficiência pode ser decisivo. O tempo de contribuição trabalhado nessa condição interfere no cálculo do período necessário para a aposentadoria.

Por isso, documentos médicos antigos ajudam a reconstruir essa história:

  • exames;
  • prontuários;
  • relatórios de tratamentos;
  • fisioterapia;
  • outros registros médicos.

Aposentadoria PCD é aposentadoria por invalidez?

Não. Na modalidade por tempo de contribuição não existe idade mínima, e a pessoa pode continuar trabalhando depois de aposentada.

A avaliação, portanto, não procura apenas saber qual doença existe. Ela procura entender como aquela pessoa viveu e trabalhou com suas limitações.

Como se preparar para a avaliação?

Preparar-se não significa decorar respostas. Significa conhecer a própria história e explicar com clareza o que mudou depois da doença ou do acidente.

Uma dificuldade antiga pode ter sido incorporada à rotina, mas continuar relevante para a análise previdenciária.

Perguntas frequentes

Quantas atividades são analisadas na avaliação PCD? São consideradas 41 atividades, distribuídas em sete domínios da vida.

Basta ter o diagnóstico de uma doença? Não. O diagnóstico é importante, mas a avaliação analisa como a condição repercute na vida da pessoa ao longo do tempo.

Quem continua trabalhando pode ser avaliado como pessoa com deficiência? Pode. Alguém que trabalha ainda pode ter dificuldade para caminhar, subir escadas, carregar objetos ou fazer certas tarefas domésticas. Cada caso precisa de análise individual.

Aposentadoria PCD é a mesma coisa que aposentadoria por invalidez? Não. Na modalidade por tempo de contribuição não há idade mínima, e a pessoa pode continuar trabalhando depois de aposentada.

Documentos antigos ajudam? Ajudam. Exames, prontuários, relatórios de tratamento e fisioterapia podem ajudar a mostrar desde quando as limitações existem.

Leia também: Sete coisas que o INSS observa na avaliação PCD e Fibromialgia e aposentadoria PCD: quais documentos ajudam.

Veja também: Passear com o cachorro e a aposentadoria PCD e Cuidados pessoais e tarefas de casa na aposentadoria PCD.

Este texto tem caráter informativo e não garante resultado. Cada situação precisa de análise individual.

Renata Brandão Canella, advogada. www.brandaocanella.adv.br

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